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Os produtores de leite de vaca instalados no continente ficaram por estes dias a saber que a mudança nos apoios ao setor poderá retirar-lhes, em média, até 70% das ajudas no final de 2026, se a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) avançar como está a ser desenhada na União Europeia e em Portugal, de acordo com uma estimativa da federação das cooperativas leiteiras (Fenalac), com base num estudo da Católica Porto Business School.

Numa análise mais fina, é possível perspetivar que Barcelos poderá vir a ser o concelho mais penalizado, com perdas de 12,2 milhões de euros, em termos absolutos (-82%). Vila do Conde surge em segundo lugar, com um corte estimado pelo estudo no valor de 9,2 milhões de euros (- 83%). Em termos relativos, os produtores de leite da Póvoa de Varzim terão a maior redução, de 84%, que se traduzirá em menos 3,9 milhões de euros em auxílios.

A mudança decorre de a Comissão Europeia pretender, no próximo ciclo de apoios, promover a convergência nos pagamentos aos agricultores em geral, igualando os valores em função do número de hectares, num processo gradual até 2026, que se iniciaria em 2023, para no final do período ter uma convergência a 75%, explica Fernando Cardoso, secretário-geral da Fenalac.

Acontece que, segundo o estudo da Católica, os produtores de leite do continente beneficiam atualmente de pagamentos por hectare “cerca de três vezes superiores à média recebida por todas as explorações nacionais”. [ver notícia]